O Misantropo Enjaulado

O optimismo é uma preguiça do espírito. E. Herriot

Monday, November 20, 2006

O Crime Compensa?

Este optimismo que emana da chamada cimeira de Hanói, segundo nos conta o Luís Naves, é um embaraço para qualquer observador atento. Em troca de nada, quer dizer, da volta à mesa das negociações, sem compromisso de desmantelar ou renunciar a coisa alguma, sob a seráfica designação de incentivos, o Polícia do Mundo, que está numa maré de não entrar mais em bairros complicados, prepara-se para reconhecer como qualquer outro um regime - o da Coreia do Norte - que é o contrário de qualquer outro, namedida não só da encenação circense do poder, mas, muito pior da depuração em massa pela fome de parte da população. É dar demasiado para, provavelmente, nada receber. E se a Coreia do Sul instiga a tão pouco, por querer estender a influência económica a uma população que, no íntimo considera também sua, num País a unificar, gostava de saber o que vai na mente dos Governantes do Japão...

6 Comments:

  • At 2:06 PM, Blogger Capitão-Mor said…

    Creio que a Coreia do Sul e Japão apenas vislumbram um mercado de uns poucos mais de milhões de consumidores...Infelizmente o mundo capitalista não se compadece de muitas preocupações solidárias e humanas.

     
  • At 3:28 PM, Blogger Espadachim said…

    não é esses que interessa ouvir mas os que estão um bocadinho a Norte

     
  • At 7:05 PM, Anonymous Miguel said…

    "Creio que a Coreia do Sul e Japão apenas vislumbram um mercado de uns poucos mais de milhões de consumidores."

    É verdade que o mundo capitalista não se compadece de muitas preocupações solidárias e humanas. Mas creio que o motivo é precisamente o oposto: Coreia do Sul (e Japão?) sabem o monstruoso esforço económico levado a cabo pela Deutsche Bundesrepublik no sentido de fazer progredir a recém-absorvida metade, e provavelmente temem, dadas as proporções, uma tarefa absolutamente ciclópica...

     
  • At 7:21 PM, Blogger Paulo Cunha Porto said…

    Meu Caro Capitão-Mor:
    Claro que a questão de consumidores acrescidos para a produção de países tão industrializados é incontornável. Mas, tanto quanto me chega, ali o problema das fronteiras e da segurança e paz internacionais é mais sentido do que na Europa, por exemplo, talvez por não haver uma confiança tão excessiva de que o conforto durará para sempre, haja o que houver.

    Meu Caro Espadachim:
    Claro que nada se fará sem a China, que é a única que pode ter pretensões a mandar no Sr. Kim. A questão está em saber se Pequim tem uma noção tão acabada do que Pyongyang deve fazer, como Japoneses e Coreanos, que sentem o látego nos costados.

    Meu Caro Miguel:
    Evidentemente que o esforço de integração seria monstruoso. Não sei é se na Ásia haverá o sentido da obrigatoriedade de dar uma vida equivalente em prosperidade aos naturais da metade a integrar.

     
  • At 11:56 AM, Anonymous Miguel said…

    Talvez o apetite voraz do egoísmo capitalista o permita, dados os milhões de consumidores que esperam...

     
  • At 7:28 PM, Blogger Paulo Cunha Porto said…

    Mas quando terão eles capacidade aquisitiva, Caríssimo Miguel?
    Abraço.

     

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