Satélite?
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Sempre estas partidas da História! O mesmo 21 de Julho que terá visto, em 1969, a conquista da Lua, pelos passos televisionados de Neil Armstrong e de Buzz Aldrin, teria sido o mesmo que, muitos séculos antes, em 356, presenciara a destruição do templo de Éfeso dedicado à Deusa a ela associada, Artemisa, a que, com transformações de tomo, viria a dar a Diana dos Romanos. Quando o célebre pirómano Erostrato deitou fogo a uma das Sete Maravilhas do Mundo
não estaria a selar o destino de uma concepção da Mulher pelo Planeta mais próximo de nós simbolizado? Não no que toca ao incêndio que oblitera a virgindade de que Artemisa era, também, o emblema. Mas antes na alegoria inapagável do nosso inconsciente, em que a influência física da Lua sobre a Mulher é estendida, com toda a inteireza e potencial, mas acrescida da dominante espiritual ao fascínio Desta sobre o Homem. Ao ponto em que cabe perguntar quem é mais satélite: se o astro que gravita em torno da Terra, se o pobre macho do Homo Sapiens, felizmente incapaz de sair da órbita do Género Oposto, o tal que vive sob a iluminação da prata lunar! A excelente fotografia que se reproduz é de Rino Giardello.
Sempre estas partidas da História! O mesmo 21 de Julho que terá visto, em 1969, a conquista da Lua, pelos passos televisionados de Neil Armstrong e de Buzz Aldrin, teria sido o mesmo que, muitos séculos antes, em 356, presenciara a destruição do templo de Éfeso dedicado à Deusa a ela associada, Artemisa, a que, com transformações de tomo, viria a dar a Diana dos Romanos. Quando o célebre pirómano Erostrato deitou fogo a uma das Sete Maravilhas do Mundo
não estaria a selar o destino de uma concepção da Mulher pelo Planeta mais próximo de nós simbolizado? Não no que toca ao incêndio que oblitera a virgindade de que Artemisa era, também, o emblema. Mas antes na alegoria inapagável do nosso inconsciente, em que a influência física da Lua sobre a Mulher é estendida, com toda a inteireza e potencial, mas acrescida da dominante espiritual ao fascínio Desta sobre o Homem. Ao ponto em que cabe perguntar quem é mais satélite: se o astro que gravita em torno da Terra, se o pobre macho do Homo Sapiens, felizmente incapaz de sair da órbita do Género Oposto, o tal que vive sob a iluminação da prata lunar! A excelente fotografia que se reproduz é de Rino Giardello.
2 Comments:
At 4:24 PM, Anonymous said…
Neste jogo de atracções reside o equilíbrio universal.
At 7:09 PM, Paulo Cunha Porto said…
E pensando que o Sol é associado ao princípio masculino e que a Lua recebe dele a luz que, por sua vez, transmite, está comprovado o carácter cíclico do mesmo.
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