O Misantropo Enjaulado

O optimismo é uma preguiça do espírito. E. Herriot

Wednesday, July 26, 2006

Caso a Caso

Para verem como, mutatis mutandis, não me é aplicável qualquer recomendação paralela à que exponho no curto post anterior, chamo a atenção para o meu desacordo com o PCP - o outro - quanto à avaliação da situação no Líbano e na Palestina, uma vez que a força dos factos me leva a simpatizar com a luta de Israel e dos Cristãos Libaneses contra Hamas, Hezbollah, Síria, e Irão, mas não me tolhe minimamente numa absoluta concordância, em ambos os termos da oposição, com as posições daquele Partido, expressas por Ângelo Alves, de não aceitar que militares portugueses integrem uma força internacional de paz e de considerar o próprio envio dela indesejável. Como acaba de comprovar a morte de observadores da ONU, na sequência de um bombardeamento, a presença de tais enviados traz proveitos nulos à pacificação e aumenta o risco de morte de inocentes, sem vantagem equacionável que justifique o risco. Além de se não ver que mais-valia poderia uma participação portuguesa trazer a uma zona da qual o nosso País anda afastado há séculos. Não se pode condenar com ligeireza os nossos soldados a uma postura de imobilidade e inutilidade tão perigosas, sob pena de, para além das vidas, arriscarem o próprio espírito indispensável à sua condição, pelas frustrações e raiva que uma inacção forçada e flagelada pode trazer.

4 Comments:

  • At 11:34 AM, Anonymous Anonymous said…

    A importância que o nosso governo atribue aos militares, pode observar-se na chamada lei das precedências, aqui já abordada. A isto junta-se uma sedezinha de protagonismo, uma necessidade de sound byts que a audição e a leitura das notícias que lhe são incómodas e, não menos importante, a possibilidade de atingir estes objectivos transferindo para a NATO, ou ONU, o pagamento de um contingente das nossas tropas.
    De facto trata-se de uma missão perigosa e de resultados duvidosos, face ao que está em jogo, como já se observou; mas os nossos políticos são pessoas de coragem e, ao que parece, os mísseis utilizados não têm capacidade para atingir Lisboa. Fiquemos, então, descançados. Não corremos o risco de perder nenhum político.

     
  • At 11:39 AM, Anonymous Anonymous said…

    Leia-se, acima, sound bytes que abafem a audição e leitura das notívcias incómodas.

     
  • At 5:55 PM, Anonymous Eurico de Barros said…

    É apenas mais uma expressão do triste hábito dos recentes e sempre saloios governos portugueses tentarem pôr-se em «bicos de pés» para terem visibilidade internacional, o mais triste exemplo do qual foi a ridicula «cimeira» organizada por Durão Barroso quando da invasão do Iraque, num afã imenso de nos envolver também nessa desgraçada e sangrenta guerra.

     
  • At 6:28 PM, Blogger Paulo Cunha Porto said…

    Hihihihi! Lá isso não, Caro Anónimo, o único míssil a que esta classe política se expõe regularmente é o da gargalhada. Fico possesso com esta obsessão de vencer a corridinha da sugestão da missão internacional. Com certeza que Portugal tem tanto direito como os outros de seguir os negócios mundiais, mas deve saber escolher as suas prioridades. O problema do financiamento do corpo expedicionário pacifista, que levanta, é importantíssimo: se há tanta facilidade em obter fundos para aventuras do género, por que não se enviou para Timor gente do Exército que não deixasse a pobre GNR à mercê da indulgência australiana?

    Meu Caro Eurico:
    É exactamente na mesma senda. Apesar de achar que Saddam tinha de ser apeado,caso contrário em breve invadiria outro país, nunca engoli a história das ADM´s e sempre disse que era melhor saber o que se queria fazer depois dom o Iraque, coisa que, manifestamente, os interventores deixaram para ser pensada em ocasião mais propícia. E estou Consigo, quanto à ridícula colagem barrosista para botar figura.
    Abraços a Ambos.

     

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