O Misantropo Enjaulado

O optimismo é uma preguiça do espírito. E. Herriot

Tuesday, June 20, 2006

Quero, Posso e Mando

É o que os militares australianos destacados para Timor estão empenhados em mostrar. Dou por evidente que a ordem de parar à viatura que transportava S.A.R. o Senhor D. Duarte, bem como a intimação ao agente do GOE que o acompanhava de entregar a arma, não foram decisões impensadas dos soldados do posto de controlo, mas instruções vindas de cima, para marcar a posição de quem proíbe e autoriza. Não foi certamente uma baixa patente que decidiu seleccionar e mandar parar uma viatura da embaixada portuguesa, com matrícula diplomática, transportando uma Figura que acabava de se encontrar com o que passa ainda por Presidente de Timor. Claro que a mensagem que se queria fazer passar era «temos o monopólio das armas e o monopólio da diplomacia». Apesar da manifestação de força, a calma da resposta dos Visados deixou, por enquanto a frase como o significado de «Queremos...». Mas aumenta - e de que maneira - as suspeitas sobre a inspiração dos distúrbios por Camberra, bem como a de que poucos escrúpulos deterão o poder regional para agadanhar o petróleo daquela pobre Gente.

13 Comments:

  • At 11:21 AM, Blogger Flávio Santos said…

    "(...) bem como a de que poucos escrúpulos deterão o poder regional para agadanhar o petróleo daquela pobre Gente". É verdade - e o mesmo poderias dizer dos EUA a respeito do Iraque.

     
  • At 11:21 AM, Blogger JMTeles da Silva said…

    Houve algum protesto oficial por parte do governo português?

     
  • At 11:32 AM, Blogger Paulo Cunha Porto said…

    Meu Caro FSantos:
    A situação é um pouco diferente, porque os EUA não disputam o direito ao petróleo iraquiano como o faz a Austrália com os recursos descobertos ao largo de Timor. Claro que a riqueza petrolífera terá estado presente na intervenção na Mesopotâmia, mas numa vertente estratégica, quando aqui se suspeita da pura vontade de apropriação.

    Meu Caro JMTeles da Silva:
    Ignoro-o. Creio que este é um domínio em que até os actuais regedores do País teriam espaço para intervir como sugere e vantagem em fazê-lo. Mas com o MNE que temos, nada Lhe posso garantir.
    Abraços a Ambos.

     
  • At 11:48 AM, Blogger Flávio Santos said…

    Meu caro, percebo onde queres chegar mas em política internacional a estratégia dos mais fortes não rima com apropriação?

     
  • At 12:04 PM, Blogger Paulo Cunha Porto said…

    Das vontades, sempre Caro FSantos.
    Das riquezas, só às vezes. Mas é incrível que tenha sido dado a um disputante das jazidas de ouro negro, logo um interessado, o papel de pacificador. E olha que nada me move contra a Austrália, fora da apreciação crítica que da sua actuação tenho no presente caso.
    Abraço.

     
  • At 12:59 PM, Anonymous Anonymous said…

    El otro día, en conversación con dos abogadas australianas, ellas me reconocían que la internvención de Australia en Timor ha sido siempre interesada y que el petróleo ha sido el leit-motiv por todos conocidos y por ninguno dicho. Y también, reconocían, que la actuación de Australia respecto a Timor ha dejado mucho que desear.
    Portugal se enfrenta, nuevamente, ahora en el terreno diplomático, a su vieja "aliada", Inglaterra, ahora de la mano de Australia. No en vano la Commonwealth existe y no en vano la red ECHELON, por ejemplo, es patrimonio exclusivo de anglosajones e israelíes.
    Ellos saben que no van a permitir que un país con una trayectoria diplomática histórica en defensa de unos principios (básicamente católicos) que nada tienen que ver con los anglosajones (básicamente rapiña disfrazada) tengan ningún papel. Incluso en zonas del mundo donde la mediación de Portugal sería la más deseable desde un punto de vista objetivo, como es claramente el caso de Timor.
    La afrenta a Su Alteza Real es de una ignominia apabullante y una afrenta que me hace sentir vergüenza ajena. Confirma esto que el Gobierno de Su Graciosa Majestad tiene poco interés en que se restaure la Monarquía en Portugal. Y eso que Su Alteza, Dom Duarte, es bien acomodaticio y avenido a los poderes fácticos.
    Espero que algún día se haga justicia histórica.
    Dios, estoy seguro, la hará y pondrá a cada uno en su lugar. Aunque no lo veamos en nuestras vidas.
    Espero, también, que la diplomacia portuguesa tenga al menos la decencia y las agallas de denunciar esto.
    Rafael Castela Santos

     
  • At 1:15 PM, Blogger desculpeqqc said…

    Mas ainda alguém tem dúvidas sobre quem controla e vai controlar a situação?
    Melhor ainda,
    Alguém tem dúvidas de que a 'variável' portuguesa (ou outra qualquer) vai influenciar os planos já devidamente implementados por Camberra?
    Que o Sr. Xanana tenha um dia de aniversário feliz é o que me resta desejar.

     
  • At 1:31 PM, Blogger JSM said…

    Caro Paulo Cunha Porto
    A hora da verdade está a chegar. Quem são os nossos aliados? Inglaterra? Estados Unidos? Israel?
    Eu estou farto deste trio de amigos da corda. O qque é que temos a ganhar com esta amizade? O que é que temos a perder?
    É tempo de definir o interesse nacional evitando balbuciar ( ou será Bolçar) aquelas siglas do costume. NATO, ONU, UE, e outras quejantes, como se não houvesse mais nada para a frente!
    Estou a pensar na revolução? Em aliar-me aos nossos tradicionais inimigos, que já nem mem lembro quais são! Ou serão saudades de ter inimigos e amigos verdadeiros!?
    Vou-me distrair, vai ver que isto é nervos!
    Um abraço.

     
  • At 2:27 PM, Blogger vs said…

    "...la red ECHELON, por ejemplo, es patrimonio exclusivo de anglosajones e israelíes."

    Olhe que não Rafael, olhe que não!
    Então esqueceu-se da França?!
    :)

     
  • At 7:32 PM, Blogger Paulo Cunha Porto said…

    Meu Caro Rafael:
    Quem dera, realmente, que esse dia viesse depressa. Não tenho ilusões. O Governo Britânico importa-se tanto com a Restauração em Portugal como eu com o facto de o meu vizinho cortar ou não a relva. Quanto à actuação australiana, compreendo que um país defenda os seus interesses, mas esta sobranceria no trato de um Povo que por tanto passou parece voracidade excessiva. E, podendo estar a ser injusto, não espero grande coisa do Ministro dos Negócios Estrangeiros que por cá voga.

    Meu Caro LFM: Amen, com a Sua Esposa australiana de origem, sem qualquer insinuação. Eu já nem peço muito: abotoem-se com a sujidade petrolífera, mas deixem algum para melhorar a vida do Vizinho que precisa. Irra!

    Meu Caro JSM:
    Estamos os dois no mesmo e sofrendo do mais miudinho dele. O problema é aliarmo-nos a quem? Está tudo na mão deles, o único poder que conta, verdadeiramente fora dessa área de influência, é a China. E não me parece, não me parece...
    Por essas e por outras defendo a aliança da Europa com a Rússia, para o entendimento com o "amigo americano" ter duas vozes a contar em vez de uma. É que depois dos favores que o Primeiro-Ministro Howard, um político capaz, lhes fez, dão-lhe mão livre em tudo o que queira. Mas claro, para esta panaceia era preciso que a Europa fosse outra. Essa é a nossa missão.

    Viva, Nelson.
    Abraços a Todos.

     
  • At 8:32 PM, Anonymous Anonymous said…

    ¿Desde cuándo en la red ECHELON están integrados los franceses, querido Nelson? Ni siquiera los franceses están en la estructural militar de la OTAN.
    Es más, no hay siquiera una sola estación de seguimiento de la red ECHELON en suelo francés. Las hay en Alemania, Italia y España en bases norteamericanas, pero ninguna en Francia.
    De todas maneras si tiene alguna referencia distinta al respecto, que demuestre la integración de Francia, con gusto cambio de opinión.
    Contra facta non argumentum.
    Rafael Castela Santos

     
  • At 11:10 PM, Blogger Flávio Santos said…

    Tss, tss, ó Buiça, a Mossad já não é o que era... ;)

     
  • At 11:14 AM, Anonymous Anonymous said…

    O tamanho dos narizes dos «guerrilheiros de Gedeão» prejudicou-lhes a visão... Coitados, já não enxergam bem, e já não podem informar capazmente o Nelson. ;)

     

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