O Misantropo Enjaulado

O optimismo é uma preguiça do espírito. E. Herriot

Tuesday, December 12, 2006

Perversões da Língua

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Não, não são essas, não me façam pior do que já sou. Falo da mais recente comprovação da dificuldade de traduzir poesia e do interesse que desperta, como coisa pouco fácil que é. A mistura de fascinações pela erudição dos estudos das línguas mortas e pelo Pop/Rock levou-me a amalgamar este «Babel», do Argentino Diego Manuel, à notícia surpreendente que segue:
Finnish professor Jukka Ammondt’s twin passions of Elvis Presley and Latin have grown stronger over the years. He performs Elvis songs in Latin. Among the Ammondt-Presley standards are “It’s Now or Never” (“Nunc hic aut numquam”) and “Love Me Tender” (“Tenere me, suaviter”).
Por alguma razão, além da pertença, com o Magiar, um idioma báltico e dois outros ao grupo Uralo-altaico ou Úmbrico, o de mais difícil aprendizagem linguística, a Finlândia teria de se distinguir, neste sector.
O meu preferido - «Tenere me, suaviter» parece-me substituição mais do que vantajosa...

7 Comments:

  • At 1:40 PM, Anonymous Bic Laranja said…

    Não sei Finlandês mais que duas ou três palavras, mas sempre me pareceu que a língua, o falar, poderia assemelhar-se ao Latim clássico pela sonoridade característica da entoação de vogais longas e breves. O Finlandês tem entoações vocálicas longas e breves.
    Não sei se me consegui explicar...
    Cumpts.

     
  • At 2:09 PM, Anonymous Anonymous said…

    Realmente o magiar e o finlandês deverão ser das línguas de maior complexidade. Mas de qualquer modo nem será necessário invocar estas líguas. A simples tradução de muitas músicas pop-rock anglo-saxónicas não é um exercício puramente ridículo?

     
  • At 4:32 PM, Blogger Espadachim said…

    o tenere é muito próximo do tender e o suaviter é que o traduz

     
  • At 6:23 PM, Blogger Paulo Cunha Porto said…

    Meu Caro Bic Laranja:
    Muito bem. E talvez ajude a pegar no inglês como idioma a traduzir para a língua de cícero, já que o mesmo se poderá dizer das palavras que a ele vierampelos normandos, confrontadas com as derivadas do saxão antigo...

    Por vezes dá infelicidades manifestas, Meu Caro Capitão-Mor. Mas é o drama de toda a tradução poética, apenas se nota mais,pela alteração que provoca na harmonia que com o fundo musical forma a versão de origem.

    É bem verdade, Caro Espadachim, não nos podemos fiar na fisionomia das palavras,temos de ir ao DNA.
    Abraços aos Três.

     
  • At 9:57 PM, Blogger O Jansenista said…

    Aqui estou perdido, que não sei como traduzir Mossad em latim...

     
  • At 9:45 AM, Blogger Paulo Cunha Porto said…

    Ora, Caro Jans, não tente disfarçar. Quando Deus deu aos Apóstolos o Dom das línguas é evidente que estava a recrutar escusamos de dizer para o quê...

     
  • At 10:27 AM, Anonymous Palestina Livre said…

    Senhor Jansenista certamente que nunca sofreu as sevícias de uma qualquer polícia política. Olhe que com elas não se brinca, a não ser que tenha as costas quentes. E a Mossad não brinca em serviço. Já esqueceu os assassinatos selectivos, ou “isso” também não lhe diz nada?

     

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