O Misantropo Enjaulado

O optimismo é uma preguiça do espírito. E. Herriot

Thursday, December 21, 2006

O Frio a Que Temos Direito

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«Inverno», de Freya Douglas Morris. Eis chegada uma Estação como a pescada, que antes de ser já o era, a avaliar pelas queixas que ouço por entre o gosto maioritário com ela incompatível. Altura de retracção para muitos que prezam o calor como especificidade lusa que retira um dos pés da Europa, a mim sempre me surgiu como a época do ano em que melhor penso e onde mais vontade tenho de agir. Certa vez, no comboio, um Cavalheiro, inteirado da minha preferência pelo período invernoso, libertação das chuvas e das altas temperaturas que abomino, respondeu: «Ah, você é dos que gostam de dormir!». Como se estivesse reduzido ao sono o atractivo de momento do ano tão fecundo! Mas reconheço que sendo o nosso frio moderado e em raras vezes e lugares adornado com a neve, fica prejudicado na sugestão poética de magia, face a outros, mais ao Norte. É pela luminosidade única deste tempo, sem excesso que cegue e com as tonalidades leves que insinuam a subtileza que a imagem me toca.

7 Comments:

  • At 10:47 AM, Anonymous Anonymous said…

    belo "post".
    Bjs, votos de Bom "Natalibus" um Óptimo 2007,
    MI

     
  • At 10:56 AM, Blogger Paulo Cunha Porto said…

    Também para Ti e para os teus, Querida Margarida.
    Beijinhos.

     
  • At 2:43 PM, Blogger Maríita said…

    Meu querido amigo,
    O Verão irrita-me com o seu calor, mas agrada-me em termos de trânsito, no Inverno só o calor do aquecimento me atrai. Sou uma raparida moderada, fico-me pela Primavera e pelo Outono.

    No entanto, reconheço que no Inverno é quando mais necessidade de renovação sinto, seja ela pessoal, cultural ou ultimamente política.

    Beijinhos

     
  • At 5:19 PM, Anonymous Anonymous said…

    Mas hoje de manhã, aqui por casa estava tudo branquinho de geada, Um must
    Maravilha poder pôr uma camisola fininha.
    Beijinhos.

     
  • At 5:23 PM, Anonymous Anonymous said…

    Eu já me queixava que em Lisboa tínhamos um meio Natal devido à ausência de neve, agora aqui nos trópicos quase me esqueço por completo da época que atravessamos. Imagine-se em pleno Julho ou Agosto, com mais de 30C a festejar o Natal...
    A propósito de Natal, hoje publiquei um post que complementa a história do leitão.
    Abraço

     
  • At 6:57 PM, Blogger Paulo Cunha Porto said…

    Querida Maria:
    talvez de dizer antes «Uma Rapariga que arrasta tudo atrás», considerando a torrente dessas estações pluviosas...
    bendito Inverno que inspira tão nobres sentimentos...

    Querida Marta:
    Ainda não é a neve pedida aos Deuses, para fazer cá ski, mas já é um princípio de vida...

    Meu Caro Capitão-Mor:
    Lá irei. Atenção, o Caríssimo Representante D´El Rei em terras de Santa Cruz pode, no entanto, com tal temperatura, dizer que Se derrete Todo com a Quadra!
    Beijinhos e abraços.

     
  • At 9:47 PM, Anonymous Bic Laranja said…

    Fala em invernia moderada, mas ele é alerta para aqui, alerta para acolá... Será em busca da tal poesia? E os canhões de neve em Manteigas ou no Marquês de Pombal? Será daquilo também?
    Somos um país de poetas, já se vê.
    ----
    Em todo o caso a poesia deste escrito equivalho-a à da neve de Fevereiro - que sei que não viu - mas eu vi e foi muito bonito.
    Boas Festas.

     

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