O Disfarce do Engenheiro
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Calculem que um Bloguista conhecido e Prezadíssimo Amigo meu, o Engenheiro, apertado pelo Jansenista para que retirasse uma adjectivação gaulófila, saiu-se com a desculpa de que a intervenção que a respeito fizera, nos comentários de O Sexo dos Anjos, se teria ficado a dever à «curiosidade feminina» do Misantropo por um assunto que, sabe-se bem, não deixa dormir português algum: a identidade civil do Jansenista. Devo aqui pôr as coisas nos seus devidos lugares. É certo que manifestei o meu interesse por tão magno assunto uma ou outra vez. Mas foram muitas mais aquelas em que este Delator Engenhocas me indagou a propósito. Tenho uma testemunha que posso arrolar. Em consequência, sou obrigado a concluir que essa menção à minha própria pessoa era mera desculpabilização, semelhante às dos que fingem concentrar-se em assobiar, ao mesmo tempo que, pelo canto do olho, vão tentando não perder pitada. A propósito da expressão empregada, tenho de garantir, em atenção às minhas Leitoras, que não cometo a injustiça de reduzir às Mulheres essa trivial vontade de saber. E como estamos próximos do Carnaval, fundando-me nas razões anteriormente explanadas, tomo a liberdade de vos dar um retrato imaginado do que seria, devidamente travestido, este engenhoso cusca enredado nos fios por onde corre o gossip.
Calculem que um Bloguista conhecido e Prezadíssimo Amigo meu, o Engenheiro, apertado pelo Jansenista para que retirasse uma adjectivação gaulófila, saiu-se com a desculpa de que a intervenção que a respeito fizera, nos comentários de O Sexo dos Anjos, se teria ficado a dever à «curiosidade feminina» do Misantropo por um assunto que, sabe-se bem, não deixa dormir português algum: a identidade civil do Jansenista. Devo aqui pôr as coisas nos seus devidos lugares. É certo que manifestei o meu interesse por tão magno assunto uma ou outra vez. Mas foram muitas mais aquelas em que este Delator Engenhocas me indagou a propósito. Tenho uma testemunha que posso arrolar. Em consequência, sou obrigado a concluir que essa menção à minha própria pessoa era mera desculpabilização, semelhante às dos que fingem concentrar-se em assobiar, ao mesmo tempo que, pelo canto do olho, vão tentando não perder pitada. A propósito da expressão empregada, tenho de garantir, em atenção às minhas Leitoras, que não cometo a injustiça de reduzir às Mulheres essa trivial vontade de saber. E como estamos próximos do Carnaval, fundando-me nas razões anteriormente explanadas, tomo a liberdade de vos dar um retrato imaginado do que seria, devidamente travestido, este engenhoso cusca enredado nos fios por onde corre o gossip.
12 Comments:
At 9:30 PM, Jansenista said…
Don't shoot the piano player! Eu estou inocente!
At 9:44 PM, Paulo Cunha Porto said…
Nada, Caríssimo e Aznavouriano Amigo. Era só uma troca de galhardetes com o reinventor da personagem do Grande Dinamarquês.
At 10:08 PM, Flávio Santos said…
Bem, há que admitir que em jantar de bloguistas a identidade do Jansenista é um dos temas omnipresentes...
At 10:34 PM, Jansenista said…
E eu a pensar que era má circulação nas minhas orelhas...
At 7:56 AM, Paulo Cunha Porto said…
Mas tudo se vai resolver. Vamos promover uma jantarada e o Nosso Querido Amigo comparecerá, mesmo que de calção e cabeleira. Em último caso permitir-Lhe-emos o uso de máscara, à veneziana...
At 9:55 AM, o engenheiro said…
Ah! Ah!Ah!
É preciso descaramento, até me prometeste um almoço no nepalês se te dissesse quem era !
É melhor assim. Quanto à caricatura sinto-me lisonjeado; de pernas até nem estou mal. Se o VL me vê ainda se põe a difundir o borracho !?
At 9:55 AM, Flávio Santos said…
Ou então pode aparecer embuçado, como El Rei...
At 10:28 AM, Paulo Cunha Porto said…
Olha, prometer, não prometi, mas é uma ideia. Era então aí que queríamos chegar? Feito! Caro Jansenista, Toca a procurar outro "nick", que, não tarda, vou ficar a saber TUUUdo!
FG: Ora bem, depois cantamos o fado e não há mais remédio do que deixar cair a capa...
At 11:14 AM, Combustões said…
Um segredo desvelado reduziria o interesse da personagem. Não tirem a peruca a Kant, não tosquiem Sócrates, não procurem D. Sebastião em Alcácer Quibir. O Encoberto fica bem assim.
At 11:37 AM, Paulo Cunha Porto said…
Meu Caro Miguel: O comentário que fez tem estranhos pontos de contacto com a problemática do poema de hoje!
Abraço.
At 5:02 PM, Jansenista said…
Estou tramado!
At 5:55 PM, Paulo Cunha Porto said…
Hihihihi! Mas o meu silêncio compra-se. Com um jantarzito em funções de direito de regresso. Hihihihi!
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