O Misantropo Enjaulado

O optimismo é uma preguiça do espírito. E. Herriot

Monday, October 09, 2006

BUUUUUUUUUUUUUUUM!

«Bomba», de Paul Whitehead:
.


Não há mais contagens finais na Coreia. E agora?
A menos que, pelo facto de o teste nuclear ter sido subterrâneo, a superpotência e comparsas se resolvam fingir tão cegos ao clarão como as toupeiras à luz...

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2 Comments:

  • At 9:49 PM, Blogger Paulo Selão said…

    O regime comunista limita-se a confirmar aquilo que já se sabia. Embora lamente a proliferação de armas nucleares mais uma vez digo que a meu ver países como o Irão ou a Coreia setentrional mais do que para atacar querem a arma nuclear para se defenderem, para possuirem um forte mecanismo de dissuasão. Condena-se uns, embora tenhamos todos que reconhecer, não sejam flores que se cheirem, enquanto os EUA afirmam descaradamente que continuam a desenvolver armamento do género e nem permitem inspecções ao seu armamento. Ouvimos a França condenar embora esta pareça se esquecer que também ela, em 1995, levou a cabo uma experiência semelhante ao largo do Pacífico, no atol de Mururoa. É natural pois que nestas circuntâncias alguns países considerem que também eles devem ter este tipo de tecnologia. Porque hei-de confiar mais nuns do que noutros apesar da natureza dos seus regimes?
    Finalmente, meu caro Paulo, gostaria de lhe perguntar o que é que quer que a superpotência e seus comparsas façam? Uma guerra nuclear? Uma acção que esprevite, que dê motivos a Pyongyang para usar, para testar a sua arma contra uma cidade do país ou países que, obviamente, lhe declare ou declarem guerra? Uma asfixia total que levaria à morte grande parte do povo que já vive em condições miseráveis?
    A única acção que eu defendo desde sempre é que não se hostilize em demasia a Coreia do Norte e se tente aproximar as duas Coreias ao mesmo tempo que se promove uma oposição interna ao regime comunista. Aliás niguém ouve falar em oposição interna ou oposição levada a cabo por cidadãos exilados apesar das condições extremamente dificeis em que vive a população e que leva alguns a fugirem. A oposição cubana é bem visível! Porquê? Ignora-se? Não existe? E se não existe é porquê? O regime é implacável? As pessoas estão contentes com a situação?! Ou é o quê mais??? Se existe porque não se apoia, não se lhe dá força? O caminho da hostilidade e das cowboyadas não leva a lado nenhum até porque os americanos são demasiado cobardes para só combaterem inimigos que sejam ou aparentem ser mais fracos valendo-se da sua superioridade tecnológica. Para combaterem um inimigo de respeito já pensam duas vezes a menos que seja absolutamente necessário, a menos que se sintam ameaçados.

     
  • At 10:02 PM, Blogger Paulo Cunha Porto said…

    Meu Caro Paulo Selão:
    Preferiria que ninguém tivesse armas nucleares, mas há uns mais iguais do que outros. Aqueles que presumivelmente as não usarão contra os meus são por mim mais toleráveis do que os que, com grande probabilidade, equacionam fazê-lo, ou cedê-las a quem o faça. É o caso do Irão, por solidariedade religiosa, ou da Coreia do Norte, fosse por motivos materiais, ou quaisquer outros. A oposição cubana não existe porque está na Florida. A coreana inexiste por estar subnutrida ou com uma bala na nuca. Digo-lhe o que quero que a CIA faça: o que fez na URSS, garantindo que o poder seja ocupado por um qualquer Gorbachov que destrua o sistema e elimine as armas. Sim, é possível, a África do Sul fê-lo. Para isso é preciso meter uma bala no bucho do Kim? E desde quando a Agência tem tantos escrúpulos?
    Abraço.

     

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