O Misantropo Enjaulado

O optimismo é uma preguiça do espírito. E. Herriot

Tuesday, October 17, 2006

A Pele e a Alma

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No dia do mês em que nasceu Montgomery Clift gostava de dedicar à Maria esta imagem do filme dele de que mais gosto, «I CONFESS», de Mestre Hitch. Mais do que as explorações psicologistas da memória de «BRUSCAMENTE O VERÃO PASSADO», ou da exploração das cicatrizes rodoviárias de «OS INADAPTADOS». É curioso como este filme conhecidíssimo, promovido pela equipa dos «CAHIERS...» a etiqueta de género na célebre entrevista ao Autor, não é mais amado. Quando toda a luta entre o dever de manter o segredo da confissão que o assassino fizera ao Padre por Clift encarnado e a sua natural tentativa de se salvar do veredicto que o culpasse da acusação judicial que aquele desencadeara, me parecem bem susceptíveis de ilustrar qualquer conflito de lealdades com que um Homem de Bem se debata.

4 Comments:

  • At 9:14 PM, Anonymous çamorano said…

    ¿Habrá sido entendida esta pelicula en el clima utilitarista anglosajon?

     
  • At 10:45 PM, Anonymous Anonymous said…

    Mas que belo cabeção! Já não se vislumbram muitos assim...

    abraço

     
  • At 11:05 PM, Blogger António Viriato said…

    Meu Caro Paulo Cunha Porto,

    Já não me lembro se vi este filme, mas sempre gostei do M.Cliff, com o seu ar de permanente angustiado, à beira de cometer um acto de loucura ou de desepero.
    Ele e a soberba Elisabeth Taylor formavam um par de grande luxo no cinema, sobretudo quando dirigidos por verdadeiros Mestres desta outrora designada 7ª arte, antes de os americanos a terem transformado em indústria pesada para multidões acéfalas, que só respondem a tiros, berros, palavrões, grosserias, muito sangue e sexo automático, como é de uso no cinema americano de hoje.
    E o pior é que quase todos os outros, por esse mundo fora, o macaqueiam, incluindo o dito moderno cinema português, que não sai dos temas da droga, da noite, da prostituição e dos assassínios, com algum sexo mecãnico à mistura para animar bilheteiras.
    Que longe estamos do Cinema-7ª arte !
    Um abraço.

     
  • At 9:14 AM, Blogger Paulo Cunha Porto said…

    Boa pergunta, Caríssimo Çamorano. É verdade que o Catolicismo se conseguiu entretanto guindar a primeira religião norte-americana, mas é um catolicar com muitas cedências ao espírito do País, orientado para a afirmação individual e surdo para o significado da Confissão. Hitch era católico e inglês de origem, mas talvez o que o tenha decidido a arriscar tal fita nos EUA tenha sido as dificuldades por que passava um actor atraente para o Belo Sexo e não comprometido com uma qualquer personagem feminina... Como ele disse um dia, tinha sempre em conta que nos casais norte-americanos era Ela que escolhia a fita a ver...

    Hoje os Sacerdotes fazem gala de se misturar com o grosso do rebanho, até na fatiota. Imaginam que assim conseguem ser mais populares! Não percebem que as pessoas esperam algo mais do que... mais um.

    Meu Caro António Viriato:
    Clift era actor eficientíssimo. O cinema de hoje revela grande degradação em todos os apelos que faz à sensibilidade do espectador para as lutas internas dos personagens. O melhorzito dele ainda é relativo à manutenção ou não do casamento, estatuto profissional e relações com os filhos. Uma situação de excepcionalidade como a desta obra, deixaria, penso, hoje, a sala onde a exibissem
    às moscas.
    Abraços aos Três.

     

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