Leitura Matinal -119
Dois pessimismos: o salutar, que não precisa de
reduzir o Homem, porque o avalia na sua exacta
medida, a pequenez. E o outro, poseur e... ingénuo -
de tanto querer escapar à ingenuidade -, que seca
toda a capacidade de sair das trincheiras em que
abrigou o pensamento, transformadas, por fim, nos
calabouços impeditivos da comoção sincera, cegueira
sem Amor Cristão sensível ao sofrimento exterior, bem
como ao Paroxismo da Paixão. Último andar deste sinistro
ascensor acaba por ser a total Opacidade do Espaço
onde os mais felizes ancontram a Salvação.
Deste duplo drama deu conta José Duro, na sua
DOR SUPREMA
Onde quer que ponha os olhos contristados
- Costumei-me a ver o mal em toda a parte -
Não encontro nada que não vá magoar-te,
Ó minha alma cega, irmã dos entrevados.
Sexta-feira Santa cheia de cuidados,
Livro d´Ezequiel. - Vontade de chorar-te...
E não ter um pranto, um só, para lavar-te
Das manchas do «Fel», filhas de mil pecados!...
Ai do que não chora porque se esqueceu
Como há-de chamar as lágrimas aos olhos
Na hora amargurada em que precisa delas!
Mas é bem mais triste aquele que olha o céu
Em busca de Deus, que o livre dos abrolhos,
E só acha a luz pálida das estrelas...
reduzir o Homem, porque o avalia na sua exacta
medida, a pequenez. E o outro, poseur e... ingénuo -
de tanto querer escapar à ingenuidade -, que seca
toda a capacidade de sair das trincheiras em que
abrigou o pensamento, transformadas, por fim, nos
calabouços impeditivos da comoção sincera, cegueira
sem Amor Cristão sensível ao sofrimento exterior, bem
como ao Paroxismo da Paixão. Último andar deste sinistro
ascensor acaba por ser a total Opacidade do Espaço
onde os mais felizes ancontram a Salvação.
Deste duplo drama deu conta José Duro, na sua
DOR SUPREMA
Onde quer que ponha os olhos contristados
- Costumei-me a ver o mal em toda a parte -
Não encontro nada que não vá magoar-te,
Ó minha alma cega, irmã dos entrevados.
Sexta-feira Santa cheia de cuidados,
Livro d´Ezequiel. - Vontade de chorar-te...
E não ter um pranto, um só, para lavar-te
Das manchas do «Fel», filhas de mil pecados!...
Ai do que não chora porque se esqueceu
Como há-de chamar as lágrimas aos olhos
Na hora amargurada em que precisa delas!
Mas é bem mais triste aquele que olha o céu
Em busca de Deus, que o livre dos abrolhos,
E só acha a luz pálida das estrelas...
1 Comments:
At 10:52 AM, Anonymous said…
Da Innie para todos:
Até um dia...
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