O Misantropo Enjaulado

O optimismo é uma preguiça do espírito. E. Herriot

Sunday, August 28, 2005

PAT(adas)

Deu brado a declaração do Rev. Pat Robertson que
admitia a possibilidade de o governo dos Estados
Unidos promover o assassinato do Presidente Chavez
da Venezuela. Antes do mais, desdramatizemos: o vocal
homicida não dispõe de qualquer influência na política
externa da administração. Tem alguma importância nos
períodos de campanhas, dentro do eleitorado da Coligação
Cristã; donde a paragem obrigatória de muito candidato
junto dele, que, com umas quantas palavras de apreço
pelo Cruzado, vai resolvendo a questão até ao próximo
ciclo eleitoral.
Então o que tornou credível a ameaça? Não creio que tenha
sido o facto de Chavez andar há meses a clamar que a CIA
está em vias de assassiná-lo. Muito mais documentadas são
as queixas de 40 anos do Fidel e já ninguém liga nenhuma.
Também não me parece que tenha sido o diálogo com «The
Houston Chronicle». O jornal texano terá sido o único a
prestar atenção à outra parte da estrondosa frase de Robertson.
Ele tinha dito que, na eventualidade de se ter de começar
uma guerra na Venezuela, a eliminação do leader local sairia
muito mais barata. E aquele expoente da imprensa tranquiliza
as gentes, garantindo que «não estando iminente guerra alguma,
a alternativa - o assassinato - também se não põe».
Então? Julgo que a plausibilidade deste pretenso projecto tem
uma paternidade indiscutível, o facto de da Venezuela sair muito
petróleo
.
Quanto ao resto, não merece um segundo da nossa atenção. A defesa
de Rumsfeld, argumentando que matar Chavez seria contra a lei, só
apaziguará as apreensões de um marciano. E de um marciano distraído.
Quanto às declarações do religioso norte-americano, bem vistas as
coisas, poderão não ter passado de uma desajeitada tentativa de
cavalgar a crescente impopularidade da guerra do Iraque e, por
extensão, de outras guerras.

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